O longa-metragem brasileiro Mil Luas, dirigido por Carina Bini, chega às telonas nesta quinta-feira (23/7) trazendo uma profunda reflexão sobre o envelhecimento, a solidão e a busca por liberdade. A narrativa segue a vida de Chiara, uma imigrante italiana de 80 anos, que vê sua rotina transformada após a venda do restaurante que dedicou anos para construir, tudo em busca de uma vida melhor para si e sua filha.
Ao longo do filme, Chiara enfrenta memórias, perdas e novas descobertas, embarcando em uma jornada de reconstrução pessoal. A obra questiona os limites impostos pelo tempo e pela idade, com a diretora enfatizando que "Mil Luas é um filme sobre o tempo, a solidão e a liberdade que não envelhece, ambientado em um universo particular e feminino de uma imigrante no Brasil".
A história propõe uma nova visão sobre recomeços na terceira idade. A trajetória de Chiara reinterpreta a ideia de envelhecer, mostrando uma protagonista que redescobre sua força e coragem para recomeçar, evidenciando que nunca é tarde para fazer novas escolhas. Carina Bini destaca que a personagem simboliza a possibilidade de transformação em qualquer fase da vida, afirmando que "a solidão se transforma quando nos permitimos habitar cada momento como se ele fosse o único".
A atuação de Thaia Perez é um dos destaques do filme, que é complementado por um elenco talentoso que inclui Beta Rangel, Nuno Leal Maia, Victor Abrão, Tiago Venusto e Paula Passos. Juntos, eles conduzem a narrativa com a sensibilidade necessária para retratar a jornada de Chiara.
Antes de sua estreia nos cinemas, Mil Luas participou de mais de 15 festivais, tanto no Brasil quanto no exterior. O filme foi selecionado para renomados eventos, como o 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o 23º Festival de Cinema de Cuiabá, o XIX Islantilla Cinefórum, o 13º Cinefem, o 9º Mònde – Festa del Cinema sui Cammini e o 8º Joburg Film Festival.
A produção foi cuidadosamente desenvolvida para a tela grande, com uma fotografia e construção visual que buscam ampliar a imersão do público, valorizando a experiência de assistir ao filme em uma sala de cinema. Além disso, a equipe envolvida na produção é, em sua maioria, composta por profissionais considerados da “melhor idade”, reforçando a conexão entre o processo criativo e os temas abordados na obra.



