O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu nesta terça-feira com o presidente do Líbano, ocasião em que abordou diversos assuntos da agenda internacional e doméstica. O Irã foi o foco principal da conversa, mas Trump também se manifestou sobre tarifas aplicadas ao Canadá, relações com a China, imigração e o desempenho da Copa do Mundo.
Trump voltou a adotar um discurso contundente em relação ao Irã, afirmando que o país tenta reatar conversas com Washington. Ele declarou: “Eles querem desesperadamente se reunir. Até que estejam prontos para se reunir de uma maneira significativa, não temos interesse.” O presidente reafirmou a posição dos Estados Unidos de não permitir que o Irã desenvolva armas nucleares, ameaçando novos ataques em caso de atividades nucleares.
O mandatário mencionou a possibilidade de novos ataques em breve, afirmando que “qualquer lugar onde estejam sequer pensando em atividade nuclear será atingido com muita força.” Questionado sobre a transferência de centrífugas nucleares para Pickaxe Mountain, Trump expressou ceticismo, mas indicou que a movimentação não teria relevância sem o material nuclear envolvido.
Trump também destacou que a ofensiva americana causou danos significativos ao programa nuclear do Irã, afirmando que, se os Estados Unidos se retirassem, levaria entre 20 e 25 anos para que o Irã conseguisse se reerguer. Ele enfatizou que o bloqueio militar dos EUA é rigoroso, comparando-o a “uma parede de aço”. Ao ser questionado sobre uma possível tentativa dos houthis de bloquear o Mar Vermelho, ele afirmou: “Quero ver o que acontece. Se isso acontecer, nós cuidaremos disso.”
Além das questões relacionadas ao Oriente Médio, Trump abordou a política comercial dos Estados Unidos, enfatizando que as tarifas sobre produtos canadenses não estão ligadas aos incêndios florestais no país. Ele reafirmou sua posição sobre as tarifas, dizendo que “eles precisam de nós para sobreviver. Sem nós, não há como sobreviver.” Trump também mencionou que planeja discutir com a China declarações feitas anteriormente sobre eleições, indicando que a relação com Pequim pode ter mudado.
Em um momento de sua fala, Trump relacionou um incêndio em um prédio federal de Nova York à política de imigração, afirmando que “essas pessoas não deveriam estar aqui. São lunáticos radicais, e eu estou tirando essas pessoas do país.”



