Etiene de Souza foi encontrada morta em sua casa, situada no bairro Campo de Santana, na região do Tatuquara, em Curitiba. A Polícia Civil do Paraná (PCPR) iniciou a investigação após a descoberta de indícios de agressões no corpo da vítima, além do histórico problemático do relacionamento, que foi admitido pelo marido.
A movimentação policial começou quando um pedestre informou à Guarda Municipal sobre a situação. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram o marido de Etiene na entrada da residência, acompanhado dos três filhos do casal, aguardando o atendimento de emergência do Samu.
Os socorristas enfrentaram dificuldades para localizar o endereço exato, e a Guarda Municipal ofereceu suporte na orientação da ambulância. Ao entrarem na casa, os profissionais de saúde apenas puderam constatar o óbito de Etiene. Contudo, a cena do crime levantou suspeitas, uma vez que a perícia inicial identificou hematomas e lesões visíveis no rosto e no corpo da mulher. O companheiro também apresentava lesões e arranhões recentes.
Em meio à situação, o homem foi algemado e levado à delegacia para prestar depoimento. A irmã de Etiene, Maria, em entrevista ao programa Tribuna da Massa, revelou detalhes sobre a vida do casal. De acordo com familiares, Etiene lutava contra um câncer no intestino e recebia cuidados paliativos, utilizando medicações fortes que, em combinação com bebidas alcoólicas, causavam alterações de humor e episódios de agressividade.
Os relatos sobre o relacionamento indicam que havia frequentes discussões, ciúmes e agressões físicas. Na última segunda-feira (20), o casal teria se desentendido, resultando em agressões mútuas, o que pode ter contribuído para os ferimentos encontrados em ambos. O marido afirmou que tentou acordar Etiene na manhã da ocorrência para levá-la a uma sessão de quimioterapia, mas percebeu que ela não estava viva.
Familiares de ambos acreditam que a morte pode ter sido causada por complicações relacionadas à saúde de Etiene ou pela interação entre álcool e medicamentos. A Delegacia da Mulher de Curitiba está conduzindo as investigações, com o apoio de peritos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico-Legal (IML).



