Há mais de quarenta anos, o médico Dr. Alfredo Salim Helito atende pacientes em seu consultório. Antigamente, os pacientes chegavam com uma lista de sintomas; atualmente, muitos trazem diagnósticos feitos na internet e receitas encontradas em redes sociais. Ele se considera parte de uma geração que aprendeu que a ciência não é uma mera opinião, mas sim um método fundamentado em estudo, evidências e tempo. Para ele, nunca foi aceitável trocar conhecimento por modismos, e não pretende começar agora.
Nos últimos cinco anos, a vida de Dr. Helito ganhou uma nova dimensão ao se tornar avô de gêmeos, Leonardo Salim e Beatriz. Essa experiência o levou a uma reflexão: que tipo de avô um médico deve ser? Ele percebe que as responsabilidades da medicina e da convivência com os netos estão interligadas, exigindo dele paciência para ensinar, serenidade para ouvir, coragem para impor limites e, acima de tudo, responsabilidade para proteger. Para ele, cuidar nunca foi escolher o caminho mais fácil, mas sim o mais correto.
Ao deparar-se com promessas de curas milagrosas e tratamentos que viralizam nas redes sociais, Dr. Helito une seu olhar crítico de médico ao seu coração de avô. Sua preocupação vai além de seus pacientes, abrangendo também o futuro das crianças que deseja ver crescer saudáveis, com pensamento crítico e confiança nas informações fundamentadas.
O médico enfatiza que a responsabilidade que assumiu ao vestir o jaleco se estende até os momentos de brincadeira com os netos. Cada vacina em dia, cada consulta preventiva e cada orientação embasada em evidências são maneiras que encontra para expressar seu amor. A medicina lhe ensinou que proteger a saúde requer conhecimento, enquanto a convivência com seus netos demonstrou que esse conhecimento só é valioso quando aplicado em prol de quem se ama.
Neste Dia dos Avós, Dr. Helito deixa uma mensagem que se aplica tanto à vida familiar quanto à vida profissional. Amar é também proteger, resistindo a soluções fáceis e promessas enganosas que não se sustentam diante da ciência e do tempo. Seus netos, ainda pequenos, podem não compreender imediatamente suas lições, mas espera que um dia entendam que cada paciente que ele cuidou e cada conselho que lhes deu nasceram do mesmo desejo profundo de cuidar da vida.
Em suas reflexões, Dr. Alfredo Salim Helito conclui que existe algo ainda mais belo do que dedicar-se à medicina ao longo de uma vida: ter dois netos que o lembram constantemente do valor de cuidar das pessoas.



