O Partido Democrático Trabalhista (PDT) oficializou a candidatura de Requião Filho ao Governo do Paraná durante uma convenção estadual realizada neste sábado (25), na sede do partido em Curitiba. A escolha do vice-governador e a homologação das demais candidaturas da coligação estão marcadas para um evento conjunto em 5 de agosto, última data para as convenções partidárias, conforme a legislação eleitoral.
Requião Filho, agora oficialmente candidato, mencionou que o encontro teve um caráter burocrático, exigido pela Justiça Eleitoral para formalizar as candidaturas do partido. Ele destacou que a definição do vice ainda está em negociação com as demais siglas que compõem a coligação.
O PDT está considerando três nomes para a vice-candidatura, que estão sendo discutidos com partidos que desejam integrar a aliança. Requião Filho sublinhou a importância de escolher um vice alinhado ideologicamente e que defenda as mesmas bandeiras que o grupo.
A coligação que irá compor a chapa de Requião Filho inclui PDT, PT, Rede, PSOL, PCdoB e PV. No encontro de 5 de agosto, essas legendas se reunirão para anunciar o nome do vice, os candidatos a deputado estadual e federal, além da definição da candidatura ao Senado. A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) é mencionada como o primeiro nome ao Senado, enquanto o segundo pode ser definido ainda neste sábado, durante a convenção do PT.
Em entrevista, Requião Filho expressou que sua campanha se concentrará em debates sobre gestão pública e apresentou algumas prioridades, como a retomada de empresas públicas privatizadas, investimentos em infraestrutura, fortalecimento da educação, redução de impostos para estimular a geração de empregos e maior apoio aos pequenos e médios produtores rurais.
O processo eleitoral no Paraná é marcado pela importante etapa das convenções, que ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto, de acordo com a Lei n° 13.165/2015, a Lei da Reforma Política. Neste período, as siglas definem suas candidaturas e coligações para as disputas majoritárias, e após essa fase, elas devem registrar os nomes na Justiça Eleitoral, assegurando que os candidatos estejam aptos a concorrer nas eleições.



