Uma pesquisa realizada pela LendingTree revelou um aumento significativo no número de americanos que admitem ter furtado produtos em lojas nos últimos dois anos. O estudo, que entrevistou 2 mil adultos nos Estados Unidos entre 2 e 11 de junho de 2026, apontou que 30% dos participantes afirmaram já ter cometido furto em estabelecimentos comerciais, um crescimento em relação aos 23% registrados em 2024.
Além do aumento da prática, o levantamento também buscou entender os fatores que levam os consumidores a recorrer ao furto, conhecido como ‘shoplifting’. A maioria dos entrevistados destacou a pressão econômica como a principal razão para essa decisão. Entre aqueles que admitiram ter furtado no último ano, 90% mencionaram que a inflação e a situação econômica influenciaram diretamente suas ações.
Nos últimos anos, Os Estados Unidos enfrentaram um aumento significativo no custo de vida. Apesar da desaceleração da inflação em comparação ao pico observado após a pandemia, os preços de itens essenciais como alimentos, moradia, seguros e medicamentos continuam elevados para uma parcela significativa da população. Além da inflação, os entrevistados listaram dificuldades financeiras, produtos considerados excessivamente caros, a necessidade de equilibrar o orçamento mensal e a tentativa de economizar como razões para o furto.
Os resultados da pesquisa sugerem que, para muitos, o furto não é mais visto apenas como um crime oportunista, mas sim como uma consequência das dificuldades econômicas. Especialistas alertam, no entanto, que, embora problemas financeiros possam explicar parte desse fenômeno, não justificam a prática, que permanece ilegal em todos os estados americanos.
A pesquisa também revelou variações significativas entre diferentes gerações. Os dados mostraram que os índices de furto são mais elevados entre os jovens: 39% da Geração Z admitiram já ter furtado em lojas, seguidos por 38% dos millennials, 24% da Geração X e 18% dos baby boomers. Essas diferenças geracionais indicam como a percepção e a experiência econômica podem moldar comportamentos de consumo.
Além das perdas financeiras diretas para os varejistas, os furtos impactam também os custos operacionais das empresas, que podem ser repassados aos consumidores na forma de preços mais altos. É importante ressaltar que a pesquisa da LendingTree não fornece dados oficiais sobre criminalidade, refletindo as respostas dos entrevistados e, portanto, medindo comportamentos declarados em vez de registros policiais.



