Um estudo realizado pela Trepuntozero revelou que uma parcela significativa da população argentina, cerca de 79,1%, acredita que existe uma campanha organizada contra o país. A pesquisa, divulgada pelo jornal argentino Clarín, sugere que a principal motivação por trás dessa suposta conspiração seria a inveja em relação às conquistas esportivas da seleção nacional.
Dentre os entrevistados, 69,1% afirmaram que acreditam que essa campanha é orquestrada. A Trepuntozero, consultoria política dirigida pela analista Shila Vilker, conduziu a pesquisa entre os dias 23 e 24 de outubro, ouvindo um total de 1000 pessoas, com uma margem de erro estimada em 3,2%.
A pesquisa também identificou quais países são vistos como os maiores críticos da Argentina. A Inglaterra lidera esse ranking, com 27% da população considerando-a como o principal “hater”. O Brasil ocupa a sexta posição, com apenas 7,1%, ficando atrás de nações como Espanha (18,2%), México (14,5%) e Chile (10,7%).
Outro aspecto abordado no estudo é que as conquistas recentes da seleção argentina, incluindo a Copa América de 2021, a Copa América de 2024 e a Copa do Mundo de 2022, são vistas como o maior foco de críticas, com 35,2% dos entrevistados apontando esse fator. Além disso, 11,2% acreditam que o atual governo de Javier Milei é uma razão para o ódio direcionado ao país.
A pesquisa também revelou que 57,1% dos argentinos consideram a resposta do governo Milei a essa suposta campanha como ruim ou muito ruim. O presidente Javier Milei, em entrevista à rádio Radio Mitre, acusou o Brasil de ser um dos financiadores dessa campanha, afirmando que 25% dos recursos utilizados vêm do governo brasileiro.
Durante a entrevista, Milei insinuou que há uma conspiração para denegrir a imagem da Argentina em um momento crítico, como o da Copa do Mundo. Além disso, ele acusou o México, sob a liderança de Claudia Sheibaum, e o Partido Democrata dos EUA de estarem envolvidos no financiamento dessas ações.



