O ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), deu autorização para que a Polícia Federal (PF) inicie um inquérito visando investigar supostas práticas de corrupção e tráfico de influência relacionadas à autorização para a venda de cannabis medicinal em programas vinculados ao Ministério da Saúde. Entre os alvos da apuração está Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, que é filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT).
A informação sobre a abertura do inquérito foi inicialmente divulgada por um veículo de comunicação e posteriormente confirmada por outra fonte. Em entrevista, o advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, expressou sua confiança de que o ministro Mendonça conduzirá a investigação com seriedade e integridade.
Marco Aurélio destacou que, ao longo do processo, Lulinha terá a chance de provar que não possui qualquer conexão, seja direta ou indireta, com as irregularidades que estão sendo investigadas. O advogado ainda mencionou que a PF não encontrou evidências que incriminassem Lulinha em outra investigação sobre supostos descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
De acordo com o advogado, a PF está buscando informações em outra direção. Ele afirmou que, Se Fábio não fosse filho do presidente Lula, a abertura do inquérito não teria ocorrido.
O pedido para a investigação foi protocolado pela PF ao STF na sexta-feira, dia 24. O processo foi designado ao ministro Mendonça na quarta-feira, dia 29. A Polícia Federal indicou que Lulinha teria atuado no setor de cannabis medicinal em colaboração com Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, também conhecido como “Careca do INSS”.
A PF levantou suspeitas de que Lulinha teria feito intermediações junto a Roberta para favorecer a empresa World Cannabis, que possui ligações com Antunes. Além disso, a PF mencionou que houve contatos com servidores do governo federal, incluindo membros do gabinete do presidente Lula.



