O total de civis mortos na Ucrânia durante o mês de julho de 2023 alcançou a marca de 437, o que representa um aumento de 30% em relação ao mês anterior e 70% a mais do que em julho de 2025. Este é o número mais alto desde maio de 2022, conforme relatórios da ONU divulgados em 13 de agosto.
Os dados indicam que a Rússia disparou um número recorde de mísseis contra alvos ucranianos, incluindo mísseis balísticos e de cruzeiro que atingiram a capital, Kiev. A Força Aérea ucraniana confirmou que drones e projéteis de longo alcance foram responsáveis por 38% das mortes de civis no período.
Kiev destacou-se como uma das cidades mais afetadas, com 54 civis mortos e 202 feridos. Além das fatalidades, 2.610 pessoas ficaram feridas em todo o país, evidenciando a gravidade da situação humanitária.
Desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, a ONU registrou 16.874 civis mortos, embora esse número seja considerado subestimado, já que muitas mortes em áreas sob ocupação russa não puderam ser verificadas. Mariupol, uma cidade costeira do Mar de Azov, é uma das regiões onde a contagem de vítimas é incerta, com milhares de mortos acreditados.
Em resposta ao aumento dos ataques, o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, tem solicitado apoio internacional para a aquisição de sistemas de defesa aérea mais avançados, como os mísseis interceptadores Patriot, para melhorar a proteção contra os mísseis balísticos.
Por outro lado, a Ucrânia intensificou suas operações de ataque em território russo. Em julho, relatos indicam que 79 civis morreram e 601 ficaram feridos em solo russo devido aos ataques ucranianos. A ONU não conseguiu verificar esses números de forma independente, citando a falta de informações e acesso às áreas afetadas.



