Os Estados Unidos manifestaram a intenção de intensificar as medidas econômicas contra o Irã, prometendo um isolamento que, segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, será "como o mundo nunca viu". A afirmação ocorreu na quinta-feira (13), em um contexto de impasse nas discussões sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e com a guerra no Oriente Médio prestes a completar seis meses.
"Será uma combinação de isolamento econômico como o mundo nunca viu", destacou Bessent em entrevista à Newsmax. Ele também mencionou que Washington planeja manter o bloqueio na região, afirmando que "o contínuo bloqueio no Estreito de Ormuz impedirá que qualquer coisa entre ou saia dos portos iranianos".
Essa declaração contrasta com o que Bessent disse no início do mês. Em 4 de agosto, ele havia afirmado que um acordo entre os EUA e Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz poderia ser alcançado rapidamente. Na mesma ocasião, o presidente Donald Trump destacou que as conversas estavam em andamento e que o Irã buscava um entendimento.
Entretanto, as negociações não avançaram conforme esperado. Em junho, EUA e Irã assinaram um memorando de entendimento para reduzir as hostilidades, mas divergências entre os países fizeram com que o acordo não avançasse nas semanas seguintes. Trump comentou em 1º de agosto que um novo entendimento deveria incluir a reabertura "completa e total" do Estreito de Ormuz e o fim da ameaça nuclear iraniana.
Em resposta, Teerã apresentou suas próprias demandas para normalizar a navegação, incluindo o término do bloqueio americano e compensações pelos danos causados durante o conflito. O Estreito de Ormuz continua sendo um ponto crítico de disputa, pois conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das rotas mais vitais para o transporte global de petróleo e gás.
A guerra teve início no final de fevereiro, após ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã. Quase seis meses se passaram e as partes ainda não conseguiram chegar a um acordo definitivo para pôr fim às hostilidades.



