Na última sexta-feira (14), o presidente Lula (PT) teve uma reunião de aproximadamente uma hora e meia com Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, no Palácio da Alvorada. Durante o encontro, Lula reiterou seu pedido para que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 avance antes das eleições, que estão agendadas para outubro. O primeiro turno ocorrerá no dia 4 e o segundo no dia 25 do mês.
Este foi o terceiro encontro entre Lula e Alcolumbre desde que as conversas foram retomadas, após um hiato de cerca de três meses. A nova fase de diálogo teve início em um jantar promovido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e foi seguida por uma reunião no Alvorada na quarta-feira (12).
A PEC que visa acabar com a escala 6×1 é uma das prioridades do governo no Congresso para o segundo semestre. A proposta já foi aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados em 27 de maio e aguarda agora a tramitação No Senado. O texto aprovado prevê a adoção da jornada de trabalho de cinco dias seguidos por dois de descanso, a chamada escala 5×2, além da redução da carga semanal de 44 para 42 horas, com uma futura diminuição para 40 horas.
Para que a proposta seja analisada pelo plenário do Senado, ela precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O governo espera que Alcolumbre encaminhe a PEC para a comissão e inicie a tramitação antes das eleições. Durante a reunião, Lula enfatizou a necessidade de que a discussão sobre a proposta avance o quanto antes, com o objetivo de que a votação ocorra no período pré-eleitoral.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, declarou que a intenção do governo é trabalhar no Congresso para tentar avançar com a PEC nas duas semanas que antecedem as eleições. O fim da escala de trabalho 6×1 é considerado a principal prioridade legislativa do Executivo neste segundo semestre.
Além das questões legislativas, a reaproximação de Lula e Alcolumbre também se dá em um contexto de articulações políticas para as eleições de 2026 e para a sucessão na presidência do Senado, que está prevista para 2027. Enquanto Lula busca apoio político para sua reeleição, Alcolumbre articula a possibilidade de permanecer no comando do Senado em uma nova eleição para a Mesa Diretora.



