Geraldo Alckmin, com 73 anos, ocupa o cargo de vice-presidente da República desde janeiro de 2023, após se tornar candidato a vice na chapa que tem Lula como líder. Sua formação em Medicina foi apenas o primeiro passo antes de iniciar uma longa trajetória política em São Paulo, onde exerceu funções como vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal, vice-governador e governador.
A carreira política de Alckmin se iniciou em 1972, quando, aos 19 anos, foi eleito vereador de Pindamonhangaba, sua cidade natal. Na época, era estudante de Medicina e filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Quatro anos depois, foi eleito prefeito, cargo que ocupou até 1982.
Após deixar a prefeitura, Alckmin direcionou sua atuação para a política estadual e nacional. Em 1982, foi eleito deputado estadual, aumentando sua influência política. Dois anos depois, já como deputado federal, participou ativamente da Assembleia Nacional Constituinte, que resultou na Constituição de 1988, e foi um dos fundadores do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).
Em 1994, o político foi eleito vice-governador de São Paulo na chapa de Mário Covas, sendo reeleito em 1998. Durante este período, passou a governar interinamente em momentos de afastamento de Covas e, em 2001, após o falecimento do governador, Alckmin assumiu o comando do Estado definitivamente.
Alckmin se tornou governador de São Paulo em 2002, recebendo mais de 12 milhões de votos, e permaneceu no cargo até 2006, quando decidiu concorrer pela primeira vez à Presidência da República pelo PSDB. Na eleição de 2006, obteve 39,97 milhões de votos, o que representou 41,64% dos votos válidos, enfrentando Lula, que conquistou 46,61% no primeiro turno. No segundo turno, Lula foi reeleito com 60,83% dos votos, enquanto Alckmin obteve 39,17%.
Após essa experiência, Alckmin retornou à política paulista e, em 2009, foi nomeado secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. Sua trajetória culminou nas eleições de 2022, quando se uniu a Lula na chapa vitoriosa, com o apoio do PSB. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) validou a candidatura e, posteriormente, proclamou a chapa vencedora, que derrotou Jair Bolsonaro no segundo turno, tomando posse em 1º de janeiro de 2023.



