Recentemente, completaram-se 65 anos da renúncia de Jânio Quadros, um evento que ocorreu em 25 de agosto de 1961, quando ele deixou o Palácio do Planalto após menos de sete meses de mandato. Em sua carta de renúncia, Jânio mencionou as "forças ocultas" como motivação para sua decisão. O vice-presidente João Goulart assumiu o cargo em meio a intensas negociações que levaram à implementação do sistema parlamentarista. Contudo, um referendo realizado em janeiro de 1963 reestabeleceu o presidencialismo, e Jango foi deposto pelos militares em 31 de março de 1964.
Anos depois, em 1985, Jânio Quadros, oriundo do bairro Vila Maria, na zona norte de São Paulo, lançou-se na corrida pela prefeitura, representando o PTB. Ele se viu em uma disputa acirrada contra Fernando Henrique Cardoso, candidato do PMDB. As previsões e pesquisas de opinião indicavam a vitória de FHC, que chegou a ocupar a cadeira do gabinete da administração municipal, localizada no Parque do Ibirapuera, antes do resultado oficial.
Entretanto, a Jovem Pan, através de enquetes realizadas com a população, decidiu antecipar a vitória de Jânio Quadros. Embora o método utilizado não fosse considerado científico e fosse posteriormente proibido pela justiça eleitoral, as enquetes refletiam a percepção do eleitorado nas ruas. O diretor de jornalismo da emissora, Fernando Vieira de Melo, tomou a decisão de divulgar a vitória de Jânio antes do fechamento das urnas, que acabaram por confirmar a previsão.
Jânio Quadros era conhecido por seu estilo polêmico e seu discurso incisivo. O jingle de sua campanha, "varre, varre vassourinha", simbolizava seu compromisso com o combate à corrupção. Ao ser empossado como prefeito, seu primeiro ato foi desinfetar a cadeira que havia sido ocupada por Fernando Henrique Cardoso, demonstrando a confiança que tinha em sua vitória.
Para saber mais sobre esses momentos marcantes, a Jovem Pan apresenta no programa "Memória da Pan" duas reportagens especiais: uma que revisita a renúncia de Jânio em 1961 e outra que aborda sua vitória na eleição de 1985.



