Cultura e informação sempre foram importantes para nosso crescimento pessoal e,
muitas vezes, até para alcançarmos promoções no trabalho ou termos melhor
desempenho em provas e avaliações. Mas seus benefícios vão muito além da vida
profissional ou acadêmica.
Ter o hábito de ler, assistir a filmes diversos, acompanhar o que acontece em nosso país
e no mundo e conhecer, ainda que de forma geral, outras culturas ampliam nossa visão e
nos faz refletir sobre aquilo em que acreditamos. Aos poucos, vamos formando opiniões
mais embasadas e construindo o que chamamos de repertório.
E o que dizer das viagens? Além de serem momentos de descanso e lazer, são também
oportunidades de conhecer lugares, costumes e maneiras diferentes de viver. Tudo isso
permanece em nossa memória e passam a fazer parte da nossa bagagem pessoal.
Embora nada substitua a experiência de estar presencialmente em um lugar, até mesmo
uma viagem virtual pode nos apresentar novos hábitos e culturas.
Quando relacionamos tudo isso à Etiqueta, percebemos outra importância do repertório.
Trata-se de um dos princípios que contribuem para uma boa convivência. Uma pessoa
que deseja se relacionar bem em diferentes ambientes e situações, precisa ter assuntos
que lhe permitam participar de uma conversa, trocar ideias e também demonstrar
interesse pelo que os outros têm a dizer.
Certamente você já presenciou, durante um encontro, alguém que permanece calado ou
não consegue participar da conversa. Isso pode acontecer por timidez ou por não
conhecer a maioria das pessoas presentes. Nesses casos, quem está por perto pode
perceber a dificuldade e procurar incluí-la na conversa.
A situação fica mais difícil, porém, quando o silêncio vem da falta de conhecimento
sobre os assuntos que estão sendo tratados. E é justamente aí que percebemos como o
repertório pode fazer diferença nas relações sociais.
Mas ele não deve ser buscado apenas quando surge a necessidade de conversar. É algo
que devemos formar ao longo da vida, com curiosidade e disposição para aprender. Há
quem diga não gostar de ler, por exemplo, mas começar por um assunto que lhe traga
interesse pode transformar a leitura em hábito e, a partir daí, despertar a vontade de
conhecer mais.
Hoje temos a internet como grande aliada. Com o devido cuidado para separar
informação de desinformação, ela nos permite conhecer diferentes temas, acompanhar
acontecimentos, descobrir lugares e até mesmo ter contato com outras culturas. É uma
ferramenta que, quando utilizada com curiosidade e senso crítico, pode ampliar muito
nosso conhecimento.
No final, ter repertório não significa saber tudo. Significa ter curiosidade para aprender,
experiências para compartilhar e, principalmente, interesse genuíno pelas pessoas e pelo
mundo que nos cerca.
Afinal, mais do que saber muito, ter repertório é ter sempre algo interessante para
compartilhar e também disposição para aprender com quem está ao nosso lado.
Mônica Cecilio – @magiadamesa




