A Islândia convocou o embaixador dos Estados Unidos em resposta a uma publicação do presidente Donald Trump, que divulgou um mapa alterado em sua plataforma Truth Social. O mapa em questão retrata a Islândia como parte do território americano, junto com outros países como México, Canadá e Groenlândia, todos cobertos pela bandeira dos EUA.
O Ministério das Relações Exteriores da Islândia, por meio de um porta-voz, informou que a ministra Thorgerdur Katrin Gunnarsdottir notificou o embaixador na segunda-feira, enfatizando que a imagem era totalmente inadequada. A convocação ressalta a preocupação do país com a representação de sua soberania e identidade nacional.
Recentemente, em um referendo realizado no final de agosto, os cidadãos islandeses decidiram rejeitar a reabertura das negociações para adesão à União Europeia. Essa decisão demonstra uma postura independente da Islândia em relação à sua política externa, especialmente em um contexto de crescente influência americana na região.
Em termos de segurança, a Islândia, que é um dos membros fundadores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), não possui um exército e depende da Aliança Atlântica e de um acordo bilateral de defesa com os Estados Unidos, firmado em 1951. Essa relação é crucial para a proteção do país, considerando sua localização estratégica no Atlântico Norte.
A situação envolvendo a Groenlândia, que recentemente se tornou alvo de tensões devido a comentários de Trump sobre a necessidade de o país ser incorporado aos Estados Unidos por motivos de segurança, também destaca o clima diplomático complexo na região. A Groenlândia, que é um território autônomo sob a soberania da Dinamarca, continua a ser um ponto de interesse para os EUA e para a Islândia, que observa atentamente essas dinâmicas.



