O ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (8) pelo afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A determinação ocorre no contexto das investigações relacionadas ao caso do Banco Master.
Além do diretor-geral, o afastamento também se estende ao delegado Leandro Almada da Costa, que ocupa o cargo de diretor de Inteligência Policial da PF. A decisão de Mendonça visa assegurar que os membros da Corte, bem como o advogado-geral da União, Jorge Messias, e os servidores da Polícia Federal, possam desempenhar suas funções sem quaisquer constrangimentos ilegais.
O nome de Andrei Rodrigues foi mencionado em comunicações trocadas entre Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes. Nas mensagens, Vorcaro solicita a Moraes que intervenha nas investigações em curso sobre a instituição financeira junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e Andrei Rodrigues.
Em um dos trechos, o banqueiro expressa sua frustração ao afirmar: “Não conseguimos reverter isso com Paulo e Andrei? Muita sacanagem isso. Isso em Brasília?”. Essa mensagem foi enviada em 15 de novembro de 2025, dois dias antes da primeira prisão de Vorcaro.
O afastamento dos diretores da PF representa um desdobramento significativo nas investigações que envolvem questões de corrupção e interferência nas atividades da Polícia Federal. As ações tomadas pelo STF refletem a preocupação com a integridade das investigações em curso, especialmente em um cenário onde a confiança nas instituições é crucial para a manutenção da ordem pública e do Estado de Direito.
A decisão de André Mendonça é um passo importante para garantir a transparência e a lisura nas operações da Polícia Federal, em um momento em que a sociedade aguarda respostas sobre os desdobramentos do caso do Banco Master.



