A origem da lenda dos Backrooms remonta a 2019, quando uma imagem de uma sala comercial vazia foi publicada por um internauta anônimo. A princípio, a foto parecia comum, mas a atmosfera estranha que emanava dela rapidamente a transformou em um fenômeno viral. Essa narrativa agora é adaptada para o cinema no longa-metragem intitulado 'Backrooms: Um Não-Lugar', que estreia nos cinemas nesta quinta-feira, dia 27 de maio.
O filme conta com as atuações de Renate Reinsve e Chiwetel Ejiofor, que mergulham em uma narrativa de horror psicológico. Renate Reinsve interpreta a psicóloga Mary Kline, que se vê envolvida em uma trama que a leva a descobrir os Backrooms durante uma sessão de terapia com o paciente Clark, vivido por Chiwetel Ejiofor. A história se passa nos anos 1990 e explora o colapso emocional da protagonista após a demolição de sua casa de infância.
A lenda dos Backrooms começou a ganhar notoriedade muito antes da adaptação cinematográfica, alimentada por histórias e teorias de terror que circulam na internet, conhecidas como creepypastas. A imagem que deu início a tudo foi originalmente capturada durante uma reforma em uma loja em Wisconsin, nos Estados Unidos, em 2003, e passou a ser compartilhada em 2019 com a descrição de uma “imagem perturbadora”. Isso provocou uma onda de postagens de fotos de ambientes semelhantes, caracterizados por espaços vazios, iluminação amarelada e corredores intermináveis.
Conforme a narrativa se desenvolveu, surgiram teorias que sugeriam que qualquer um poderia ser transportado para os Backrooms ao atravessar uma falha na realidade. Neste universo alternativo, estima-se que existam aproximadamente 960 milhões de quilômetros quadrados de salas desabitadas. Com o tempo, os internautas começaram a criar diversos níveis para esse mundo fictício, cada um com suas próprias características, regras e perigos.
A popularidade da lenda levou à criação de tutoriais e relatos que foram reunidos em páginas dedicadas ao tema. O fenômeno se expandiu ainda mais com a produção de vídeos que simularam visitas aos Backrooms, resultando em um vídeo que acumulou mais de 70 milhões de visualizações. Esse sucesso atraiu a atenção da indústria do cinema, culminando na realização do longa-metragem que agora chega às telonas.
No filme, a jornada de Mary Kline e Clark os leva por corredores que desafiam a lógica e a realidade, explorando uma sensação constante de estranheza que caracteriza o horror liminar. Este subgênero do terror é marcado pela ausência de criaturas monstruosas, focando na inquietação gerada por ambientes que perderam sua função original, criando assim o clima ideal para a adaptação da lenda urbana dos Backrooms.



