Na quinta-feira, 18, Os Estados Unidos anunciaram a suspensão do bloqueio aos portos do Irã, uma medida que havia sido imposta durante a guerra no Oriente Médio. A decisão ocorreu após a assinatura de um acordo entre o presidente Donald Trump e o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, que marca o início de um período de 60 dias destinado a negociações sobre diversas questões, incluindo o programa nuclear iraniano.
A incerteza quanto aos próximos passos ainda paira sobre as negociações, com dúvidas sobre a realização de uma cerimônia de assinatura e discussões na Suíça, agendadas para a sexta-feira, 19. Desde a revolução islâmica de 1979, os dois países não mantêm relações diplomáticas, o que torna o desdobramento atual ainda mais significativo.
Após a assinatura do acordo, os preços do petróleo sofreram uma queda acentuada, enquanto a atividade no Estreito de Ormuz, um ponto estratégico para o transporte de energia, permanece baixa, mas a expectativa é que se normalize com a reabertura imediata do estreito, anteriormente bloqueado pelo Irã.
O Exército dos EUA informou que, além da suspensão do bloqueio naval, que impedia a entrada e saída de navios do Irã, as forças americanas continuarão a monitorar a área. Três petroleiros sauditas conseguiram deixar o Golfo Pérsico pelo estreito na mesma data, enquanto o navio Mraikh, carregado com gás natural liquefeito (GNL), se tornou o primeiro navio francês a cruzar a região desde o início do conflito.
O vice-presidente JD Vance mencionou que as forças armadas dos EUA permitiram a passagem de pelo menos 12 navios desde a imposição do bloqueio. Antes do início da guerra, o Estreito de Ormuz registrava cerca de 120 transações diárias, conforme dados da revista Lloyd’s List.
Vance também planeja participar de negociações técnicas na Suíça neste fim de semana, ao contrário da cerimônia de assinatura prevista. A situação No Irã é marcada por tensões internas, com o conflito sendo descrito como uma "guerra imposta", lembrando o confronto que ocorreu entre 1980 e 1988 com o Iraque de Saddam Hussein.



