A administração do presidente Donald Trump está considerando uma intervenção militar no Mali, com foco no Jama’at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), grupo vinculado à Al-Qaeda que tem ampliado suas operações na região do Sahel. A discussão foi revelada em uma reportagem publicada na quarta-feira, 22 de setembro de 2021.
Embora a proposta esteja em análise, a Casa Branca ainda não deu sinal verde para a execução do plano, que apresenta divisões entre os membros do governo americano. A situação no Mali se deteriorou significativamente, especialmente após a tomada do poder por uma junta militar em 2021, que rompeu relações com nações ocidentais e estreitou laços com a Rússia. Esse cenário tem favorecido a expansão das atividades jihadistas no país.
Nos últimos meses, o JNIM intensificou suas ações, realizando ataques coordenados em diversas partes do Mali. Combatentes do grupo chegaram a atuar na capital, Bamako, e conquistaram uma cidade estratégica no norte do país após confrontos com forças malinesas e também com tropas russas.
Atualmente, o JNIM é considerado um dos principais grupos armados no Sahel, estendendo suas operações para além das fronteiras do Mali e competindo por influência com uma facção do Estado Islâmico na região. Caso a intervenção militar dos Estados Unidos se concretize, há um aumento no risco de confrontos com as forças russas, que estão presentes no Mali por meio de um contingente vinculado ao Ministério da Defesa local, apoiando o governo no combate a insurgentes.
O Departamento de Estado dos EUA não se manifestou sobre a possibilidade de apoiar uma ação militar. O secretário de Estado, Marco Rubio, reiterou a condenação das atividades do JNIM, mas não comentou as opções de resposta militar.
Se a operação for autorizada, o Mali se tornará o oitavo país a receber ações militares dos Estados Unidos desde o início do segundo mandato de Trump, que já incluiu intervenções em locais como Iémen, Somália, Síria, Irã, Iraque, Nigéria e Venezuela.



