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Advogados de Bacellar contestam acusações de envolvimento com facções criminosas

A defesa do ex-deputado Rodrigo Bacellar refutou as alegações de que ele teria atuado em favor de organizações criminosas durante a Operação Unha e Carne...
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A defesa do ex-deputado estadual do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, do União Brasil, divulgou uma nota nesta quinta-feira (2) negando qualquer envolvimento do ex-presidente da Assembleia Legislativa do RJ (Alerj) com organizações criminosas. O ex-parlamentar teve um mandado de prisão expedido pela Polícia Federal (PF) durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro relacionada ao jogo do bicho.

Os advogados de Rodrigo da Silva Bacellar afirmam que ele não atuou para inibir ou embaraçar investigações, nem para proteger organizações criminosas e seus integrantes. A defesa garante que o ex-deputado não possui qualquer ligação com os fatos investigados pela PF e que sua inocência será demonstrada através da coleta de provas.

Na nota, a defesa enfatiza que a trajetória política de Bacellar é marcada pelo combate ao crime organizado no Rio de Janeiro, desqualificando as acusações de conexões com facções criminosas como infundadas. Além de Bacellar, a operação também mira o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o pastor Marcio Poncio, empresário do setor de tabaco.

A Polícia Federal detalhou que essa nova fase da operação visa aprofundar as investigações sobre indícios de lavagem de dinheiro relacionados à cúpula do jogo do bicho no estado, assim como possíveis relações com integrantes dos poderes Executivo e Legislativo fluminenses. As apurações foram impulsionadas pela análise de documentos apreendidos em operações anteriores, que indicaram uma contabilidade paralela destinada à ocultação de recursos ilícitos.

Os investigadores também identificaram registros de pagamentos indevidos e indícios de doações eleitorais irregulares. Em decorrência das investigações, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou o sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 22 milhões. Esta operação é uma continuidade da decisão do STF no julgamento da ADPF 635, que mandou à PF aprofundar as investigações sobre grupos criminosos violentos no estado e suas ligações com agentes públicos.

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