Carlo Ancelotti, renomado treinador com um currículo impressionante, incluindo cinco títulos da Liga dos Campeões, foi escolhido como o primeiro técnico estrangeiro da Seleção Brasileira em maio de 2025. Apesar de sua vasta experiência em clubes de elite na Europa, como Milan e Real Madrid, sua chegada ao comando da Seleção Brasileira se deu em um momento em que ele ainda não teve a oportunidade de se familiarizar completamente com o futebol nacional. Em contraste, Didier Deschamps, técnico da Seleção Francesa, está no cargo há 14 anos, o que lhe confere um conhecimento profundo do futebol local.
Um dos principais pontos criticados em sua gestão é a convocação dos jogadores para a Copa do Mundo. Ancelotti cometeu erros significativos ao escolher os atletas que representariam o Brasil. A ausência de laterais-direitos de ofício na lista final, devido a lesões de Militão e Wesley, gerou controvérsias. Os zagueiros Danilo e Ibañez foram convocados, mas atuaram improvisados na posição. Além disso, a convocação de jogadores em declínio, como Casemiro, Alex Sandro, Danilo e Neymar, levantou dúvidas sobre a eficácia da seleção.
A presença de Neymar na equipe também foi alvo de críticas. O jogador, que se destacou como o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira com 80 gols, apresentou-se Na Copa do Mundo após uma lesão significativa na panturrilha. Sua convocação foi considerada mais uma decisão midiática do que estratégica, uma vez que o atleta não conseguiu recuperar seu ritmo de jogo e apresentou desempenho abaixo do esperado nas partidas contra Escócia e Noruega. A falta de brilho e consistência de Neymar nos últimos tempos foi evidente, questionando sua inclusão na equipe.
No aspecto tático, Ancelotti buscou implementar um estilo de jogo que combinasse defesa sólida e ataque agressivo, mas a execução foi problemática. O time brasileiro tentou adotar várias estratégias, mas a falta de tempo para treinar e consolidar as jogadas resultou em um desempenho aquém do esperado. A necessidade de simplificação das ações em campo se tornou evidente, especialmente em um torneio decisivo como a Copa do Mundo.
O treinador, que possui contrato com a CBF até 2030, deverá continuar à frente da Seleção Brasileira até o próximo Mundial. A expectativa é que, com mais tempo para trabalhar e entender melhor o futebol brasileiro, Ancelotti consiga corrigir os erros cometidos e montar uma equipe que honre a tradição e a história da seleção, que não conquista uma Copa do Mundo há 24 anos. Para que o Brasil volte a brilhar em competições internacionais, será necessário mais do que apenas boas intenções, mas uma equipe que represente verdadeiramente o DNA verde-amarelo.



