O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou, nesta quarta-feira (27), a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa abolir a escala 6×1 e estabelecer a jornada máxima de trabalho em 40 horas semanais. Em suas redes sociais, o presidente descreveu a decisão como uma "conquista histórica e civilizatória".
Lula expressou gratidão ao presidente da Câmara, Hugo Motta, e aos parlamentares que apoiaram a proposta, enfatizando que a mudança trará mais qualidade de vida aos trabalhadores brasileiros. Ele destacou que, com a aprovação, os trabalhadores terão mais tempo para conviver com suas famílias e desfrutar de momentos de lazer.
A proposta, que é considerada uma prioridade pelo Palácio do Planalto, foi objeto de intensas negociações nas últimas semanas e deverá ser uma das principais pautas na campanha de reeleição do presidente. A PEC estabelece que, após a promulgação, a carga máxima de trabalho semanal será reduzida de 44 para 42 horas em um primeiro momento, com uma nova redução subsequente.
Lula também ressaltou que a medida traz um impacto positivo especialmente para as mulheres, que historicamente enfrentam jornadas de trabalho mais longas e desiguais. A aprovação da PEC foi atribuída à mobilização popular em prol da mudança, que agora segue para o Senado Federal para análise.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ainda não anunciou como será o trâmite da proposta na Casa. O governo, por sua vez, está intensificando campanhas publicitárias em rádio e televisão, utilizando depoimentos de trabalhadores e falas do próprio presidente para reforçar a importância da redução da carga horária.
Uma pesquisa recente divulgada revelou que 68% da população brasileira é a favor do fim da escala 6×1, enquanto 22% se opõem à medida, e 7% não souberam ou preferiram não responder. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, acompanharam a votação e expressaram otimismo quanto à tramitação da proposta no Senado, prevendo diálogo para garantir seu avanço antes do recesso parlamentar de julho.



