O governo brasileiro adotou uma postura firme contra os Estados Unidos nesta segunda-feira, 6 de julho, ao contestar oficialmente a proposta do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) que sugere a imposição de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros.
Em uma nova carta encaminhada ao USTR, o Ministério das Relações Exteriores, também conhecido como Itamaraty, classificou a investigação que embasa essa proposta como "arbitrária", "incompleta" e fundamentada em conclusões "equivocadas". Além disso, o governo brasileiro argumenta que essa iniciativa fere as normas do sistema multilateral de comércio.
Na comunicação enviada ao representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, o Itamaraty rejeitou integralmente as conclusões da investigação, ressaltando que o Brasil possui um dos sistemas mais eficazes globalmente para o combate ao trabalho forçado.
A tarifa adicional faz parte de uma investigação que se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. O USTR alega que o Brasil, junto a mais de 60 países, não estaria combatendo de forma adequada a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado.
Caso essa tarifa seja efetivada, ela se tornará a segunda taxa proposta contra produtos brasileiros sob a Seção 301. Além disso, o governo dos EUA também está considerando a aplicação de uma tarifa de 25%, justificando que políticas brasileiras dificultam ou oneram o comércio entre os dois países.



