O Ministério das Relações Exteriores (MRE) negou, em 24 de julho de 2026, os pedidos de visto para dois funcionários do governo dos Estados Unidos, que tinham uma viagem prevista ao Brasil. A negativa ocorre em um contexto de debates acalorados sobre a segurança das urnas eletrônicas no país.
Os dois indivíduos estão diretamente associados ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que é considerado um dos principais aliados da família Bolsonaro em Washington. A viagem dos representantes americanos levantou suspeitas de que poderia estar vinculada a uma tentativa de fortalecer as críticas ao sistema de votação brasileiro, especialmente em meio a novas manifestações realizadas por Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, e pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) foram consultados em caráter reservado e expressaram que a presença de representantes de um país estrangeiro para questionar a segurança do processo eleitoral brasileiro seria considerada uma ação fora dos padrões diplomáticos.
Entretanto, membros do governo e das cortes judiciais ressaltaram que visitas internacionais durante períodos eleitorais são práticas comuns, desde que tenham um caráter de observação, intercâmbio de experiências e acompanhamento dos procedimentos de votação que são adotados no Brasil.
A situação se desenrola em um cenário onde as tensões políticas em relação ao sistema eleitoral brasileiro se acentuam, e a negativa dos vistos pode ser vista como uma tentativa do governo brasileiro de preservar a integridade do processo eleitoral, evitando interferências externas.



