A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão preventiva de um casal envolvido em um esquema de roubo e venda ilegal de medicamentos de alto custo, especialmente voltados para o tratamento de câncer. O estudante de direito Guilherme Silva Lopes de Sena e a enfermeira Fernanda Rodrigues de França foram detidos em flagrante no dia 21 de julho de 2026 e tiveram sua prisão convertida em preventiva durante audiência realizada em 20 de julho.
As investigações revelaram que o casal estava comercializando substâncias destinadas ao tratamento de leucemias e linfomas a preços exorbitantes, com valores que podiam alcançar até R$ 34.920 por caixa. Os medicamentos apreendidos não possuíam eficácia terapêutica real e continham lotes que não constavam nos registros oficiais dos fabricantes, o que representa um risco significativo à saúde dos pacientes que necessitam desses tratamentos.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão nas residências dos acusados, as autoridades encontraram uma grande quantidade de medicamentos, incluindo insulina, quimioterápicos, anestésicos controlados, morfina, antibióticos e outros produtos hospitalares de alto valor. Os detidos não apresentaram qualquer documentação fiscal ou autorização legal para manter esses itens armazenados.
Na audiência de custódia, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro destacou a presença de indícios que comprovam a prática de crimes relacionados à importação, venda e distribuição de produtos farmacêuticos sem o devido registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, a promotoria solicitou a inclusão da acusação de organização criminosa, considerando os elementos que sugerem uma atuação coordenada dos investigados com um grupo dedicado ao roubo e ao comércio ilegal de medicamentos.
As ações do casal não apenas violam a legislação, mas também comprometem a saúde de pacientes que dependem de medicamentos para o tratamento de suas doenças, evidenciando a gravidade da situação e a necessidade de uma resposta rigorosa por parte das autoridades competentes.



