A decisão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de não aprovar a investigação de uma série de pessoas implicadas em fraudes contra aposentados vulneráveis, com um placar de 19 votos a 12, acende um sinal de alerta sobre o estado das instituições brasileiras. Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) optou por não prorrogar as atividades do colegiado, o que impede a elucidação de um caso que afeta milhões de brasileiros.
Essa situação levanta sérias preocupações, pois impede uma investigação meticulosa sobre o desvio de recursos que prejudica uma parcela já fragilizada da sociedade, composta por aposentados. Embora o governo federal tenha realizado ressarcimentos, isso foi feito utilizando recursos dos contribuintes, e não com a devolução dos valores pelos responsáveis pelas fraudes.
Outro escândalo que ganhou destaque foi o do Banco Master, que resultou em um prejuízo estimado em mais de R$ 50 bilhões, afetando diretamente pequenos depositantes e a estabilidade do sistema financeiro. As irregularidades no INSS e no Banco Master ocorrem sob a gestão do presidente Lula e, portanto, demandam uma apuração rigorosa para que a verdade venha à tona.
Entretanto, observa-se um movimento de “abafa” nos Três Poderes. No Executivo, o governo tem orientado sua base aliada a arquivar relatórios que mencionam os nomes de indivíduos que deveriam ser investigados, refletindo uma tentativa de ocultar o escândalo do INSS. No Legislativo, a presidência do Senado tem evitado as prorrogações necessárias para que as investigações continuem. Já No Judiciário, o STF também tem obstruído a continuidade das apurações.
A imprensa, por sua vez, desempenha um papel crucial ao investigar e expor esses acontecimentos, mas os Três Poderes parecem seguir em uma direção oposta, buscando evitar que os fatos sejam conhecidos e investigados. Essa paralisia deliberada das instâncias de controle não apenas perpetua a impunidade, mas também compromete o princípio da publicidade, essencial para a democracia.
A percepção de uma “operação abafa” gera um impacto negativo na credibilidade dos Três Poderes, conforme indicado por várias pesquisas. Essa situação prejudica a democracia brasileira e o ideal de construção de uma nação onde as instituições atuem em benefício do povo, em vez de priorizar seus próprios interesses.


