A população brasileira apresenta opiniões divergentes sobre a responsabilidade no escândalo de fraudes no Banco Master, envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que é pré-candidato à Presidência. De acordo com pesquisa realizada pela AtlasIntel/Bloomberg, divulgada na última quinta-feira (2), 37,6% dos entrevistados acreditam que os aliados de Lula são os principais responsáveis pelas irregularidades. Em contrapartida, 36% atribuem a responsabilidade ao grupo de Flávio e do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O levantamento configura um empate técnico entre os dois grupos, pois 17,1% dos participantes indicaram que tanto Lula quanto Flávio estão igualmente envolvidos no caso. Além disso, 6,1% apontaram o Centrão como o principal responsável, enquanto 3,1% não souberam ou não quiseram opinar.
As Investigações da Polícia Federal revelaram indícios de envolvimento tanto de lulistas quanto de bolsonaristas no Caso Master. O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi mencionado nas investigações, que surgiram após a operação Compliance Zero, que identificou vínculos entre familiares do senador e empresas ligadas ao Banco Master. A PF apurou que Wagner teria recebido um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões e R$ 3,5 milhões em propinas, acusações que ele nega.
Flávio Bolsonaro, que é visto como um dos principais concorrentes de Lula nas próximas eleições, também foi implicado no escândalo. Reportagem do The Intercept Brasil revelou mensagens em que o senador solicitava recursos ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme “Dark Horse”. A reportagem indicou que, do total de R$ 134 milhões negociados, cerca de R$ 61 milhões foram repassados. Embora Flávio tenha confirmado o pedido de recursos, ele nega qualquer irregularidade e afirma não ter recebido vantagens indevidas, mesmo assim, sua pré-campanha foi afetada pela associação com o caso.
A pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg ouviu 4.999 pessoas entre os dias 26 e 30 de junho, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04582/2026.



