O Partido Novo anunciou, nesta terça-feira (04), a escolha do senador Eduardo Girão (Novo-CE) como candidato a vice na chapa de Romeu Zema (Novo) para a disputa pela Presidência da República. A decisão foi divulgada pela Jovem Pan e ocorre em um momento de tensão política, especialmente após desentendimentos que envolveram Michelle Bolsonaro e seus enteados.
A polêmica começou com a articulação do PL no Ceará, que, com o apoio de Jair Bolsonaro, estabeleceu uma aliança em favor de Ciro Gomes. Durante o lançamento da pré-candidatura de Eduardo Girão, Michelle Bolsonaro expressou seu descontentamento com essa aliança, considerando-a um erro, dado o histórico do candidato apoiado, que é crítico ao seu marido, que ela definiu como um dos principais líderes da direita.
Em um vídeo que circulou nas redes sociais, com duração de quase 30 minutos, a ex-primeira-dama revelou ter se sentido humilhada por Flávio Bolsonaro e reafirmou seu apoio a Girão. Ela argumentou que é crucial que a direita mantenha sua coerência conservadora já no primeiro turno das eleições.
Romeu Zema, por sua vez, teve sua candidatura à Presidência oficializada em convenção nacional em Brasília, ocorrida em 27 de julho. Embora tenha sido anunciado como candidato, a definição de quem ocupará a vice na chapa demorou para ser confirmada.
Na segunda-feira (03), Zema comunicou que estava se mudando para São Paulo com o intuito de coordenar melhor sua campanha à Presidência. O ex-governador de Minas Gerais comentou que, nos últimos 90 dias, passou a maior parte do tempo fora da capital mineira, dedicando-se a visitar várias cidades do Brasil, especialmente São Paulo. Essa cidade é não apenas o maior colégio eleitoral do País, mas também abriga o Diretório Central do Novo, o que facilitará a organização de sua movimentação política durante a campanha.



