A classificação do PCC como organização terrorista pelo governo dos EUA já começa a gerar consequências significativas. O Tesouro americano tomou a decisão de congelar os ativos de três brasileiros que eram investigados por atividades de lavagem de dinheiro em conexão com o PCC. Essa ação não só representa um avanço na luta contra o crime organizado, mas também abre espaço para que Flávio Bolsonaro explore politicamente os desdobramentos desta operação.
Recentemente, a esquerda brasileira, incluindo o presidente Lula, criticou a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, argumentando que tal decisão poderia comprometer a soberania nacional. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro e seus apoiadores da direita celebraram a medida, enxergando nos EUA um aliado poderoso para o combate ao crime organizado no Brasil.
Neste cenário de embate político, Flávio Bolsonaro conseguiu uma vantagem, pois uma pesquisa revelou que 59% da população brasileira apoia a ação americana contra o PCC. Esse respaldo popular, que já favorecia o senador, agora se torna ainda mais relevante com a concretização de resultados tangíveis na luta contra o PCC, fortalecendo sua posição nas próximas eleições.
É esperado que a campanha de Flávio Bolsonaro não apenas mencione seu apoio à operação americana, mas também insinuará que ele teve um papel ativo na inclusão do PCC na lista de organizações terroristas, por meio de interações com autoridades nos EUA. Não seria surpreendente que o senador argumentasse, durante a campanha, que, mesmo não ocupando a presidência, ele teria contribuído mais para a segurança pública do que o atual governo.
De qualquer maneira, a exploração política deste evento no âmbito da segurança pública evidencia uma fragilidade na administração de Lula. A defesa da soberania nacional parece não ter peso diante do medo de milhões de brasileiros que enfrentam a criminalidade no dia a dia.



