Durante a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, a Dataprev enfrentou uma queda significativa na capacidade de bloquear descontos suspeitos. Entre 2022 e 2024, o número de solicitações para novos descontos aumentou de 2,1 milhões para 10,7 milhões, enquanto a aceitação desses pedidos subiu de 1,3 milhão para 4,2 milhões.
Simultaneamente, o volume de solicitações para exclusão de descontos também cresceu, passando de 334 mil em 2022 para 4,4 milhões em 2024. Contudo, a eficácia na exclusão dessas solicitações caiu drasticamente, de 92% em 2022 para apenas 15% em 2025.
Esses dados foram analisados pela CPMI do INSS, que apontou falhas operacionais na gestão de descontos. A Dataprev, responsável pela tecnologia dos sistemas do INSS, atribui a maior parte dos pedidos não atendidos a erros nas informações fornecidas pelas associações, como pedidos de exclusão de descontos inexistentes.
Diante dessa situação, a CPMI do INSS suspendeu uma sessão após a internação do presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, e solicitou informações adicionais sobre o caso.


