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Emergência na Venezuela: buscas por sobreviventes se intensificam após terremotos devastadores

Após terremotos de 7,2 e 7,5 de magnitude, a Venezuela enfrenta uma crise humanitária. Com 920 mortos e mais de 51 mil desaparecidos, as operações...
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A situação na Venezuela se agrava a cada momento, à medida que moradores tentam encontrar sobreviventes nos escombros de casas e prédios que desabaram após os terremotos registrados na quarta-feira, dias 24 e 26, de 7,2 e 7,5 de magnitude. Um terceiro tremor, com 4,7 pontos, foi sentido na noite de sexta-feira (26), aumentando a angústia da população. O tempo para encontrar pessoas vivas se esgota rapidamente, e as autoridades locais anunciaram restrições de acesso a La Guaira, o epicentro da destruição. Somente aqueles que obtiverem autorização oficial poderão entrar na área, embora detalhes sobre os critérios de autorização não tenham sido divulgados.

Com a escassez de socorristas do governo, muitos venezuelanos começaram a procurar por conta própria por parentes desaparecidos. O número de vítimas dos terremotos já chega a pelo menos 920 mortos, com mais de 51 mil pessoas ainda desaparecidas. Nas regiões mais afetadas, a população relata a ausência de equipes de resgate estatais, apesar das tentativas das autoridades de mostrar uma resposta robusta. O período considerado crucial para resgatar sobreviventes é de 48 a 72 horas, embora esse prazo possa ser estendido se houver acesso a suprimentos básicos como comida e água.

"Cada pessoa salva é um milagre", afirmou Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, ressaltando a gravidade da situação. Enquanto isso, em La Guaira, Nazareth Jimenez expressava sua angústia ao observar vizinhos tentando remover os destroços de um prédio onde seus familiares estão desaparecidos. "Meu Deus, como vamos tirá-los daí?", lamentou ela, clamando por ajuda tanto do governo quanto da comunidade internacional.

Em meio ao caos, o governo venezuelano tem distribuído alimentos e água, mas a situação se torna crítica. Um abrigo improvisado foi montado em um estacionamento, enquanto muitos aguardam por notícias sobre entes queridos. A história de Yuleidy Cadenas, de 28 anos, ilustra o desespero: ela fugiu descalça de um prédio que desabou e agora espera que seu filho, mãe e irmão sejam resgatados. "Subi nos escombros e pedi que respondessem, e ninguém respondeu", contou Cadenas, refletindo sobre a tragédia.

Na sexta-feira, as autoridades informaram que 861 voluntários de países como México, EUA, El Salvador, Suíça e Colômbia já estavam no território venezuelano, com mais equipes a caminho. Jorge Rodríguez também revelou ter conversado com o presidente dos EUA, Donald Trump, e com o secretário de Estado, Marco Rubio, que reafirmaram o compromisso de enviar equipes de resgate e equipamentos de ajuda, diante da magnitude da tragédia.

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