A investigação da PF gira em torno da suspeita de que aportes financeiros realizados pelo BRB serviram como lastro para a aquisição de carteiras de crédito fraudulentas. Os diálogos analisados fazem referência ao aumento de capital do banco, que ocorreu em maio de 2024, quando foram captados R$ 290 milhões. Esse valor provém de fundos de investimento associados a Vorcaro e à gestora Reag, sendo objeto de um inquérito específico.
O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a prisão de Costa devido à suspeita de que ele teria aceitado R$ 146 milhões em propina, que foram pagos por meio de imóveis de luxo em troca de favores ao Banco Master. Os diálogos revelados mostram que Costa tinha papel ativo na seleção dos fundos para a operação, sem seguir critérios claros ou transparentes.
Além disso, o ex-presidente do BRB orientou seus subordinados sobre quais nomes e valores deveriam ser aportados. As regras do banco proíbem que esses fundos invistam diretamente no aumento de capital, e para contornar essa norma, Costa teria estruturado uma triangulação com acionistas intermediários. A auditoria indica que ele centralizou as decisões e coordenou a entrada dos fundos Borneo, Delta e Verbier.
A gestão atual do BRB também acusa Costa de ter adquirido R$ 26 bilhões em "créditos podres" oriundos do Banco Master e do Will Bank. Essas operações, segundo a nova administração, ocorreram de maneira precipitada e sem as devidas diligências. Em resposta a esses fatos, o BRB acionou a Justiça do Distrito Federal com o objetivo de obter o ressarcimento integral dos prejuízos causados pelos envolvidos.



