O ex-secretário de Obras de Morretes, Guilherme Wicthoffet Machado, foi preso na sexta-feira (31) em uma operação realizada pelas polícias civis do Rio de Janeiro e do Paraná. O detido, que também presidiu a Comissão Executiva do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) no município, é alvo de investigações relacionadas a um esquema de corrupção, fraudes em contratações públicas, peculato e lavagem de dinheiro.
Guilherme estava foragido da Justiça do Paraná e foi encontrado após ações de inteligência das autoridades. Um mandado de prisão preventiva havia sido emitido contra ele, e a operação foi fundamental para a sua localização e detenção.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) apontam a existência de um suposto esquema que envolve fraudes em contratos públicos. Além disso, são analisados pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos, bem como a lavagem de dinheiro e o uso de terceiros para ocultar e movimentar recursos de origem ilícita.
A análise das movimentações bancárias realizadas pelos investigadores revelou que o núcleo central dos envolvidos movimentou cerca de R$ 43,9 milhões em créditos e débitos. Quando se considera as pessoas físicas e jurídicas associadas ao grupo, o montante financeiro analisado ultrapassa R$ 100 milhões.
Após a prisão, Guilherme foi encaminhado à Delegacia de Homicídios da Capital, onde permanece à disposição da Justiça. Ele deverá passar por uma audiência de custódia em breve.
A operação que resultou na prisão do ex-secretário evidencia a colaboração entre as polícias civis dos dois estados na busca por foragidos e no cumprimento de medidas judiciais voltadas para o combate à corrupção e ao crime organizado. Essa atuação integrada é um passo importante no enfrentamento de práticas ilícitas que comprometem a administração pública.



