Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), fez uma comparação entre a situação de seu pai, Jair Bolsonaro, e o período do Ato Institucional Número 5 (AI-5) durante uma convenção em Santa Catarina, realizada no último sábado, 01. Jair Bolsonaro encontra-se preso, condenado pela tentativa de golpe contra a democracia e restrito de contato com seus filhos.
Durante o evento que oficializou a candidatura à reeleição do governador Jorginho Mello, Flávio expressou sua indignação com a situação de cárcere de seu pai. Ele ressaltou que a família está impedida de visitar Jair Bolsonaro, afirmando que, historicamente, nenhum presidente brasileiro que perdeu direitos políticos, como no caso de seu pai, enfrentou uma censura tão severa, que o tornaria incomunicável.
"A família está proibida de ver o próprio pai. Em nenhuma constituição da história do nosso Brasil alguém que perdeu direitos políticos como o presidente Bolsonaro – ainda mais como o presidente Bolsonaro, que perdeu na sacanagem, na farsa, na covardia – ficou também censurado, incomunicável e sem poder ver a sua família", declarou Flávio.
Flávio comparou essa situação ao regime fascista da Itália, onde prisioneiros podiam receber visitas e enviar correspondências. Ele enfatizou que o AI-5 foi um marco na história brasileira, onde pessoas sem direitos políticos também perderam a voz, algo que, segundo ele, é criticado por aqueles que se dizem defensores da democracia.
Em um momento de interação com o público, Flávio pediu que os presentes cantassem em coro “volta Bolsonaro”, demonstrando sua conexão com os apoiadores. "Quem tá com saudades do Bolsonaro aí dá um grito: volta Bolsonaro!", incentivou.
O candidato também mencionou que o Brasil enfrenta um dos períodos mais críticos de sua história, afirmando que a democracia plena está ameaçada. "Porque as pessoas que estavam me assistindo aqui na rede social agora, por enquanto, ainda podem criticar um político, pode criticar o governo, pode criticar o Flávio Bolsonaro", disse, expressando sua preocupação de que essa liberdade de expressão possa ser restringida no futuro.



