O conselheiro Fabio Camargo anunciou durante a sessão ordinária desta semana do TC-PR (Tribunal de Contas do Paraná) que se afastará das funções por recomendação médica, mas alguns setores da política paranaense estão vendo como um movimento para se viabilizar em um partido político e disputar a eleição de outubro ao governo do Paraná.
Durante a justificativa, Fabio Camargo não comentou a motivação política, disse que a decisão foi baseada em avaliações realizadas por equipes de saúde internas e externas à instituição.
A licença passa a valer a partir da próxima segunda-feira, 1º de maio, e não possui prazo definido para encerramento. Durante o pronunciamento, Camargo afirmou que o retorno às atividades dependerá da evolução do quadro clínico e de futuras orientações médicas.
Ao comunicar a saída temporária, o conselheiro também falou sobre processos e discussões envolvendo sua atuação no órgão. Nos últimos meses, ele protagonizou divergências com o Governo do Paraná em temas relacionados à Celepar, ao modelo de escolas cívico-militares e ao programa Parceiro da Escola.
Em meio aos embates, a Procuradoria-Geral do Estado chegou a solicitar que Camargo fosse impedido de atuar em processos ligados ao Executivo estadual. Durante a sessão, o conselheiro declarou esperar o esclarecimento das acusações que, segundo ele, geraram desgaste pessoal e institucional.
O presidente do TC-PR, Ivens Zschoerper Linhares, manifestou apoio ao colega e desejou recuperação. Ele afirmou que a Corte permanecerá à disposição durante o período de afastamento.
Por meio de posicionamento oficial, o Tribunal de Contas informou que não comentará o assunto por considerá-lo uma decisão de caráter particular. As atribuições desempenhadas por Camargo deverão ser assumidas por um dos conselheiros substitutos da instituição.
Formado em Direito pela Universidade Tuiuti do Paraná, Fabio Camargo iniciou a trajetória política como vereador de Curitiba entre 2001 e 2006. Em seguida, exerceu mandato de deputado estadual de 2007 a 2013, quando foi escolhido pela Assembleia Legislativa para ocupar uma cadeira no Tribunal de Contas.
Nomeado para o cargo em 2013 pelo então governador Beto Richa (PSDB), ele integrou a administração do órgão em diferentes funções ao longo dos anos. No TCE-PR, atuou como corregedor-geral entre 2017 e 2018, vice-presidente de 2019 a 2020 e presidente no biênio 2021-2022.
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