Com a aproximação da Copa do Mundo, a FIFA se encontra em meio a um novo desafio relacionado à participação do Irã na competição. A entidade está considerando a proibição de bandeiras "monárquicas" associadas ao Irã durante os jogos. Essa bandeira, que foi utilizada entre 1907 e 1979, é vista como uma representação de um momento histórico do país, que culminou na derrubada do xá Mohammad Raza Pahlavi.
A bandeira atual do Irã, por sua vez, é caracterizada por um emblema vermelho que remete ao brasão da República Islâmica. A bandeira monárquica, que apresenta um leão exposto ao sol, poderá ser um símbolo de manifestações dos iranianos da diáspora, especialmente aqueles que residem nos Estados Unidos, onde a seleção nacional irá jogar.
A preocupação da FIFA em relação a essas manifestações é justificada pelo clima político tenso entre os Estados Unidos e o Irã. Durante a Copa do Mundo anterior, realizada no Catar, bandeiras monárquicas iranianas foram vistas, mas sua utilização foi proibida no evento. A entidade busca evitar que a competição se torne um palco para protestos contra o governo iraniano.
Recentemente, o ministro dos esportes do Irã cogitou a possibilidade de retirar a seleção do torneio, em meio a uma crise política e um contexto de instabilidade no país. No entanto, a federação de futebol do Irã decidiu que a equipe irá participar do Mundial, apesar dos desafios.
O Irã está inserido no grupo G da Copa do Mundo, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. A estreia do time iraniano será no dia 15 de junho, em Los Angeles, contra a equipe da Oceania, às 22 horas (horário de Brasília). As partidas seguintes serão contra a Bélgica e o Egito, nos dias 21 e 27 de junho, respectivamente.



