Fábio Luís Lula da Silva, popularmente chamado de Lulinha, é residente de um condomínio de luxo na área de La Moraleja, nos arredores de Madri, na Espanha. Fontes ligadas ao filho do presidente Lula (PT) informaram, sob condição de anonimato, que o aluguel do apartamento de dois quartos gira em torno de 3 mil euros, o que equivale a aproximadamente R$ 18 mil com a cotação atual.
De acordo com informações do site oficial do empreendimento, apurado por Tácio Lorran, as plantações dos apartamentos variam entre 202 e 227 metros quadrados. O complexo onde está localizado o imóvel abrange uma área total de 40 mil metros quadrados, incluindo quatro piscinas externas, uma piscina interna climatizada, sala de leitura, um espaço de coworking, spa, sauna, academia, sala de dança e um restaurante com 115 metros quadrados, além de áreas de lazer com tobogãs e tirolesas.
A revelação sobre o estilo de vida de Lulinha contrasta com as declarações feitas recentemente por Washington Quaquá, vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá (RJ). Em uma entrevista ao Poder360 no dia 5 de agosto, Quaquá mencionou que o filho do presidente vivia em "condições precárias". Ele afirmou conhecer Lulinha e descreveu sua vida como espartana, argumentando que, se os filhos de Lula tivessem cometido irregularidades, deveriam estar vivendo de forma muito mais luxuosa.
Depois que a informação sobre a residência de Lulinha foi divulgada, Quaquá fez novos comentários, mas manteve sua posição anterior. Ele reiterou que o filho do presidente leva uma vida modesta e que os valores do aluguel seriam condizentes com as despesas de um pequeno empresário brasileiro.
O condomínio de alto padrão não é o único aspecto que diverge da avaliação do dirigente do PT. Recentemente, Lulinha registrou sua empresa de consultoria, a Synapta SL, no Paseo de la Castellana, uma área de Madri conhecida por ter os aluguéis mais altos, com uma média de 30 euros por metro quadrado, o que é o dobro do preço em áreas nobres de São Paulo, como a Avenida Paulista. Em abril, a empresa mudou-se para um andar mais alto dentro do mesmo complexo.
Atualmente, Lulinha é alvo de três inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Polícia Federal. As investigações visam apurar suspeitas de tráfico de influência relacionadas a negócios com a lobista Roberta Luchsinger e a um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), atribuído a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS".



