O governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em seu terceiro mandato, caminha para estabelecer um novo recorde em gastos com cartões corporativos. Até o momento, os dados auditados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) revelam que foram desembolsados R$ 55,4 milhões. Se a atual taxa de execução orçamentária se mantiver, a previsão é que os gastos superem todos os mandatos anteriores desde a implementação desse instrumento em 2001.
Atualmente, o primeiro mandato de Lula detém o maior registro histórico, com despesas que, em valores corrigidos pela inflação, somam R$ 70 milhões. Em sequência, aparecem as gestões: Lula 2, com R$ 57 milhões; Dilma Rousseff 1, com R$ 50 milhões; Jair Bolsonaro, com R$ 39 milhões; Michel Temer, com R$ 18 milhões; e Dilma 2, com R$ 12 milhões.
Considerando que ainda restam cerca de 20 meses de mandato, é projetado que os gastos da atual administração ultrapassem os totais da primeira gestão petista. Além disso, as despesas com diárias e passagens do Executivo já superam R$ 4,5 bilhões em três anos e meio.
Os números vêm à tona em meio a questionamentos sobre os gastos com viagens internacionais, hospedagens em hotéis de luxo, renovação do mobiliário do Palácio da Alvorada e outras despesas ligadas à estrutura da Presidência e à primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja.
O governo justifica que os desembolsos são necessários para atender demandas operacionais, exigências de segurança e a recuperação do patrimônio público. No entanto, críticos apontam que esses valores refletem uma estrutura excessivamente custosa e incompatível com o discurso de responsabilidade fiscal.
As viagens internacionais de Lula também têm gerado polêmica, com hospedagens em estabelecimentos de renome, como o InterContinental Paris Le Grand, o Le Negresco, em Nice, e o Taj Palace, em Nova Délhi. Em 2025, dos R$ 44 milhões alocados para viagens internacionais, cerca de R$ 18 milhões foram destinados a hospedagens de comitivas.



