A gestão do governador Tarcísio de Freitas enviou ofício ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e ao diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, solicitando uma estimativa de prazo para a conclusão do monitoramento da concessão da Enel São Paulo. A apuração poderá resultar na declaração de caducidade do contrato, que atualmente se estende até 2028.
No ofício, assinado pela secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, e pelo secretário de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, o governo paulista pede a suspensão de iniciativas para prorrogação da concessão e ressalta a necessidade de decretação da caducidade. A gestão estadual critica a atuação da Enel por falhas estruturais e insuficiência de investimentos, visando evitar novos colapsos no fornecimento de energia.
Em dezembro de 2025, durante uma reunião no Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio e o prefeito Ricardo Nunes anunciaram que acionariam a Aneel para iniciar o processo de caducidade. A recente ventania que deixou 2,3 milhões de imóveis sem energia reacendeu críticas à concessionária. Embora a concessão envolva a capital paulista e 23 municípios da Região Metropolitana, sua anulação é de competência federal, cabendo à Aneel conduzir o processo.
Tarcísio também comentou sobre a relação com o governo federal, afirmando que não há condições para renovar o contrato em 2028. Após o apagão, o ministério alterou sua postura e declarou que a gestão Lula determinou rigor na fiscalização das atividades da Enel.

