Na quarta-feira, 22 de julho de 2026, um grupo de 119 milionários britânicos enviou uma carta aberta ao novo primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, solicitando um aumento na tributação sobre grandes fortunas. A iniciativa foi coordenada pela organização Patriotic Millionaires UK, que defende a redistribuição da riqueza como forma de fortalecer os serviços públicos.
Entre Os Signatários da carta estão personalidades conhecidas, como Gary Lineker, ex-jogador da seleção inglesa e artilheiro da Copa do Mundo de 1986, que possui um patrimônio estimado em £ 30 milhões (aproximadamente R$ 174 milhões). Outros nomes incluem Brian Eno, produtor musical famoso por seu trabalho com bandas como U2, Coldplay e Talking Heads, e Ben Medlock, cofundador do aplicativo SwiftKey.
Gary Lineker, ao justificar sua adesão à causa, enfatizou que "pagar a sua justa parte é um valor fundamental britânico", observando que muitas pessoas comuns acabam pagando mais do que conseguem. A carta destaca que a elevação da tributação ajudaria a descentralizar o poder econômico e direcionar a "riqueza ociosa" para áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.
A organização Patriotic Millionaires UK apresentou dados que mostram que 88% dos milionários britânicos se orgulham de viver no país, e 80% apoiam a aplicação de uma alíquota de 2% sobre fortunas que ultrapassam £ 10 milhões. Essa proposta é vista como uma forma de combater a desigualdade e investir em serviços que beneficiem a população em geral.
A carta aberta, dirigida ao chefe do Executivo britânico, expressa a esperança de que o país possa trilhar um novo caminho sob a liderança de Burnham. Os Signatários afirmam que o Reino Unido merece um futuro melhor e que, como milionários, estão dispostos a contribuir por meio de impostos adequados.
"Prezado Primeiro-Ministro, enquanto nosso país dá o primeiro passo em uma nova jornada, sabemos que merece um destino melhor do que o que recebeu nas últimas quatro décadas. Temos orgulho de nossa riqueza, mas é hora de colocá-la a serviço da sociedade", diz trecho da carta.



