O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou um artigo no jornal The Washington Post, onde critica as tarifas aplicadas pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil. No texto, Lula argumenta que tais medidas não apenas prejudicam a economia brasileira, mas TAMBÉM têm potencial de afetar negativamente a economia norte-americana. Ele reitera que o Brasil não será derrotado por mentiras e acusações infundadas.
Lula TAMBÉM menciona um caráter ideológico na decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, sugerindo que as tarifas visam interferir nas eleições brasileiras deste ano. O presidente brasileiro destaca que, pela primeira vez, um secretário de Estado dos EUA classificou o Brasil como um país não-amigo, o que, segundo ele, é uma tentativa de manipular a relação bilateral. "Tentativas de impor amarras ideológicas à parceria bilateral, ou de instrumentalizá-la para fins eleitorais, não se sustentam", afirma.
No artigo, o presidente brasileiro se refere às declarações de Marco Rubio, secretário de Estado, que no início de junho excluiu o Brasil da lista de países amigáveis aos EUA na América Latina. Lula enfatiza que a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é superavitária para os norte-americanos, o que reforça sua posição contra as tarifas.
O presidente TAMBÉM aponta que, no médio prazo, as tarifas podem desorganizar cadeias produtivas que já estão integradas entre os dois países. Ele menciona que o Brasil buscará novos parceiros comerciais, caso a situação não mude. Lula argumenta que o sistema de pagamentos brasileiro, o Pix, é uma referência internacional e não discrimina empresas norte-americanas.
Além disso, Lula destaca o compromisso do Brasil em combater ilícitos ambientais e reduzir o desmatamento, afirmando que o país respeita a soberania de outros Estados e busca negociações com aqueles que TAMBÉM respeitam essa soberania. Segundo ele, a reciprocidade deve ser a base das relações entre nações.
"Estamos prontos para continuar dialogando de maneira aberta e construtiva, como requer o relacionamento entre Brasil e Estados Unidos. Contudo, o destino do Brasil compete apenas aos brasileiros, sem interferência externa ou subserviência", conclui o presidente em seu artigo.



