O Grupo Mateus confirmou que está fechando 28 lojas e reduzindo em 6.673 o número de empregados em um processo de reestruturação iniciado em 2025 e intensificado nos primeiros meses de 2026. A iniciativa é parte de um programa que visa a redução de despesas, aumento da produtividade e reorganização interna.
O quadro de funcionários nas operações sob controle do grupo caiu de cerca de 47,9 mil, em dezembro de 2025, para 41,2 mil ao final de março de 2026, resultando em uma diminuição de 13,9%. As unidades afetadas estão localizadas em estados como Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Sergipe e Bahia, embora os dados não incluam as operações do Novo Atacarejo em Pernambuco, Paraíba e Alagoas.
Embora o Grupo Mateus não tenha detalhado quantos postos de trabalho foram eliminados em cada estado, a empresa afirmou que os cortes eram necessários para realizar ajustes operacionais em toda a rede. As 28 lojas que estão sendo encerradas incluem operações do segmento de eletroeletrônicos. Em 20 unidades de varejo alimentar, o grupo retirou os departamentos da Eletro Mateus, mas os supermercados ou atacarejos continuam em funcionamento.
No quarto trimestre de 2025, 13 lojas de eletro foram fechadas. Esta reestruturação ocorre após um período de expansão acelerada e a incorporação do Novo Atacarejo, que aumentou a presença do grupo no Nordeste, mas também elevou as despesas operacionais e trouxe unidades com diferentes níveis de rentabilidade.
No primeiro trimestre de 2026, a receita líquida do Grupo Mateus alcançou R$ 9,4 bilhões, o que representa um crescimento de 13% em relação ao ano anterior. Contudo, as despesas operacionais aumentaram 29,3%, chegando a R$ 1,6 bilhão, o que pressionou as margens e aumentou a necessidade de controle de custos.
O grupo também enfrentou vendas mais fracas nas mesmas lojas, uma deflação de alimentos, restrições de crédito e um aumento do endividamento das famílias, o que reduziu o ritmo de consumo, especialmente no Nordeste, que é o principal mercado da companhia.



