Um britânico de 48 anos, identificado como Benjamin Lewis, foi condenado pela Justiça por uma série de crimes envolvendo o roubo de animais e o abandono de carcaças em igrejas no sul da Inglaterra. O caso ganhou notoriedade devido à peculiaridade dos atos cometidos, levando o tribunal a determinar que Lewis seja internado em um hospital psiquiátrico sob restrições.
Lewis, residente na cidade de Totton, foi responsabilizado por suas ações ao longo de 2025. Durante o julgamento, ele se apresentou como "Conde Drácula". Investigadores descobriram em sua residência uma coleção de livros, fotografias, recortes de jornais e poemas de sua autoria que continham referências a vampiros, sangue e morte.
Entre os meses de fevereiro e julho, o homem cometeu diversos furtos de cordeiros de fazendas, deixando os restos dos animais em locais como igrejas da região. Em um dos incidentes, um cordeiro foi encontrado preso a uma cruz no telhado de um templo, enquanto em outro caso, uma cabeça de cervo decapitada foi deixada sobre o púlpito de uma igreja. Além disso, registros apontam que um cordeiro foi amarrado ao mastro de uma igreja ao lado de uma carta de tarô e uma cabeça de cervo em decomposição foi abandonada em um dos bancos do local. Crianças que frequentavam uma das igrejas em Totton chegaram a ver uma das carcaças, conforme relatado no tribunal.
Além das acusações relacionadas ao furto de animais, Benjamin Lewis também foi condenado por cinco casos de assédio religioso agravado. Parte dos restos dos animais foi encontrada em uma unidade de saúde mental do NHS, onde ele recebia tratamento psiquiátrico. A investigação indicou que os ataques ocorriam em datas associadas ao calendário satânico ou durante fases específicas da Lua, levando a polícia a aumentar a segurança em igrejas durante esses períodos.
A prisão de Lewis ocorreu após a coleta de provas que identificaram seu DNA nos restos de um dos cordeiros. Em sua residência, a polícia apreendeu símbolos satânicos, objetos relacionados a vampiros e materiais que faziam referência à morte, além de uma mala com recortes de jornais sobre crimes semelhantes desde 2003. Ele admitiu sua participação nos crimes em dezembro de 2025, após ser detido preventivamente.
Um psiquiatra que avaliou Lewis afirmou que ele, diagnosticado com autismo e transtornos de personalidade, acreditava fazer parte de um culto de vampiros. O especialista também relatou uma tentativa de agressão durante a avaliação médica e destacou o risco de aumento da violência, mencionando que Lewis havia passado de maus-tratos a animais na infância para abates de cordeiros roubados. Diante desse cenário, a Justiça determinou sua internação por tempo indeterminado em uma unidade psiquiátrica de segurança.



