A construção da Itaipu Binacional se destacou por inovações tecnológicas, incluindo o uso das monovias, um sistema de trilhos de concreto que foi empregado pela primeira vez no mundo. Essas monovias, instaladas nas margens esquerda e direita da barragem, funcionavam como um circuito fechado com carrinhos suspensos, semelhante ao controle eletrônico de metrôs, permitindo o transporte automatizado de concreto.
As monovias possuíam uma capacidade total de 900 metros cúbicos por hora, com 540 m³/h na Margem Esquerda e 360 m³/h na Margem Direita. Esse sistema atendia cinco centrais de concreto interligadas, e cada caçamba era capaz de transportar até 6 m³ por viagem. A transferência do material ocorria em plataformas de “cais”, garantindo eficiência e precisão no reabastecimento das caçambas dos cabos aéreos.
As monovias começaram a operar regularmente em fevereiro de 1979, e um recorde de 14.893,5 m³ de concreto lançado em 24 horas foi registrado em 23 de novembro daquele ano, com as monovias contribuindo com 6.257 m³. Conforme a obra avançava, parte das plataformas foi desmontada, diminuindo gradativamente a utilização do sistema.
O funcionamento das monovias exigia uma equipe técnica diversificada, incluindo operadores, apontadores, fiscais, eletricistas e mecânicos. Esses profissionais eram responsáveis por manter um dos sistemas mais sofisticados da engenharia pesada da época em operação.

