Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que atuou como chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está sendo investigado pela Polícia Federal. A investigação se centra em pagamentos que Marcola confirmou ter recebido da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O assunto ganhou notoriedade após a oficialização da saída de Marcola do Palácio do Planalto, em 21 de julho, quando o governo alegou que sua saída se deu para que ele pudesse participar da campanha de reeleição de Lula.
No entanto, fontes revelaram que a saída de Marcola pode estar relacionada à descoberta de transferências financeiras realizadas por Luchsinger. Em uma nota divulgada pelo PT, o ex-chefe de gabinete admitiu os repasses e esclareceu que os valores se referiam a um empréstimo pessoal, negando qualquer tipo de irregularidade. "Recebi com surpresa a matéria que trata um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal. Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função", declarou.
Marcola ainda enfatizou que o empréstimo já foi totalmente quitado e afastou qualquer relação entre essa operação financeira e suas funções enquanto estava no governo. Durante o terceiro mandato de Lula, Marcola ocupou uma posição de destaque, sendo responsável por atividades estratégicas que envolviam a assistência direta ao presidente, coordenação da agenda presidencial e elaboração de subsídios para discursos.
Antes de sua nomeação como chefe de gabinete, Marcola já fazia parte da equipe política de Lula, tendo coordenado entre 2017 e 2018 as caravanas do projeto "Lula pelo Brasil". Além disso, ele também atuou como assistente parlamentar na Assembleia Legislativa de São Paulo e na Câmara dos Deputados. No âmbito acadêmico, Marcola é mestre em Ciência Política pela Universidade Federal de São Carlos e possui formação em Ciências Sociais pela mesma instituição.
A investigação da Polícia Federal também envolve o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, no contexto de supostos negócios com o governo federal. A PF investiga indícios de que um empresário do setor de tecnologia da Dataprev tenha colaborado com Lulinha e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, além de Roberta Luchsinger, na tentativa de estabelecer contratos com a administração pública.
As apurações também buscam esclarecer suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha em prol de empresas parceiras. Com base nas evidências coletadas, a Polícia Federal solicitou a abertura de um inquérito para aprofundar a investigação sobre a atuação do filho do presidente.



