Entre os dias 25 e 26, moradores de Curitiba receberam um alerta classificado como 'extremo' em seus celulares. A mensagem, que era curta e enigmática, gerou pânico e uma série de questionamentos sobre sua origem, que variavam de um erro técnico a um ataque hacker. A Defesa Civil Estadual informou que não emitiu os avisos e que as mensagens não vieram do Simepar, reportando o caso à Agência Nacional de Telecomunicações e à Secretaria Nacional de Defesa Civil.
Cláudio Lacerda, gerente de desenvolvimento da Hugtak, explicou que a mensagem pode ter sido enviada por um equipamento que estava em operação, possivelmente devido a um erro de configuração. Ele destacou que apenas a Defesa Civil pode emitir alertas extremos no Brasil, através do Centro Nacional de Defesa Civil, utilizando a plataforma IDAP.
A suspeita é de que alguém tenha montado uma estação clandestina que, por engano, liberou o alerta. Essa estrutura irregular pode estar operando sinais de telecomunicação, e não se trata de um ataque digital tradicional. Apenas alguns moradores receberam a mensagem, e isso está relacionado à conectividade com suas operadoras, sendo que a maioria dos relatos vieram de usuários da TIM.
O fenômeno levantou questões sobre a segurança e os procedimentos de envio de alertas, uma vez que nem todos os curitibanos foram afetados, indicando que a distribuição da mensagem pode depender das condições de rede no momento do envio.

