A poucos dias do início da Copa do Mundo, a seleção do Irã se vê envolvida em uma nova polêmica. Ahmad Donyamali, Ministro dos Esportes do país, declarou que a equipe irá paralisar as partidas caso ocorram manifestações políticas contra o governo iraniano nos estádios. Essa medida reflete a preocupação do governo com a exibição de bandeiras ou símbolos que possam ser considerados como oposição ao regime.
O ministro enfatizou a necessidade de que apenas a bandeira oficial do Irã seja considerada válida durante a competição. Ele destacou que, se bandeiras não autorizadas forem exibidas, a seleção irá deixar o campo. A insistência em manter a bandeira oficial reflete a tentativa do governo de controlar a narrativa em torno de sua participação no torneio.
A situação política tensa entre o Irã e os Estados Unidos, um dos países anfitriões da Copa do Mundo de 2026, ao lado de México e Canadá, quase levou o Irã a desistir de participar do evento. Apesar da pressão política, a decisão foi mantida, embora a logística tenha causado novos desafios para a equipe. Os jogadores terão que se deslocar para Tijuana, no México, mesmo jogando suas partidas em solo estadunidense. Assim, eles precisarão chegar aos Estados Unidos no dia dos jogos e retornar no mesmo dia.
Apesar das dificuldades enfrentadas, a torcida iraniana mantém a esperança de que a equipe possa superar os obstáculos e conquistar um bom desempenho na competição. A estreia da seleção está marcada para o dia 15 de junho, em Los Angeles, contra a Nova Zelândia. Em seguida, o Irã enfrentará a Bélgica, também em Los Angeles, no dia 21 de junho, e concluirá sua participação na fase de grupos contra o Egito, em Seattle, no dia 27 de junho.
Esta será a sétima vez que o Irã participa da Copa do Mundo, com a equipe buscando avançar além da fase de grupos pela primeira vez na história do torneio, que agora conta com 48 seleções. Nas edições anteriores, em 1978, 1998, 2006, 2014, 2018 e 2022, o Irã não conseguiu superar essa etapa.



