O Presidente da Argentina, Javier Milei, fez duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, durante o lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República, realizado neste sábado (25).
Milei estabeleceu uma comparação entre o governo de Lula e os ex-presidentes argentinos Cristina Kirchner e Augusto Fernández, associando a pobreza a uma suposta política socialista adotada por esses líderes. "Vivenciamos as consequências de trilhar o caminho do socialismo até suas últimas consequências e vimos como nossa nação deixou de ser uma potência mundial e foi mergulhada na pobreza pelos esquerdistas de merda", afirmou Milei.
Sem apresentar evidências, o presidente argentino atribuiu a responsabilidade pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro a Lula, afirmando que essa situação é uma demonstração da injustiça da detenção e da natureza vingativa do atual governo brasileiro. "Isso nada mais é do que uma clara demonstração da injustiça de sua prisão e de sua natureza claramente vingativa", disse.
Além disso, Milei expressou seu descontentamento por não poder visitar Jair Bolsonaro, acusando Moraes de impedir essa visita. Ele enfatizou: "Para piorar a situação, aquele verme calculista e careca não me deixou visitar meu amigo injustamente preso. Sei que Lula recebia constantemente líderes estrangeiros enquanto estava na cadeia, incluindo o nefasto ex-presidente argentino, Alberto Fernández".
As declarações de Milei geraram reações no Brasil, com o Partido dos Trabalhadores e o ministro Edson Fachin condenando as ofensas proferidas contra Lula e Moraes. Fachin ressaltou a importância do respeito entre as nações e a necessidade de um debate saudável, mesmo em contextos eleitorais, mas destacou que ofensas a autoridades públicas não são aceitáveis, especialmente vindo de um chefe de Estado estrangeiro.
Na nota, Edinho Silva, do PT, criticou a postura de Milei e lamentou que o atual presidente argentino não esteja à altura da função que ocupa. Ele sugeriu que Milei poderia ter utilizado seu tempo de forma mais produtiva, focando na resolução dos problemas de seu país, em vez de fazer ataques a líderes brasileiros.



