A quinta fase da Operação Compliance Zero, realizada no dia 7 de setembro, resultou em medidas restritivas impostas ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e ao seu irmão, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima. Ambos estão sendo investigados por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Ciro Nogueira não pode se comunicar, por nenhum meio, com outros envolvidos no Caso Master. A restrição também se aplica a Raimundo, que está proibido de deixar o município onde reside e será monitorado por meio de uma tornozeleira eletrônica.
Além das limitações de comunicação e deslocamento, Raimundo teve suas atividades financeiras suspensas por ordem judicial. Essa ação visa evitar qualquer tentativa de interferência nas investigações, que também afetam outros alvos do inquérito policial.
Um relatório da Polícia Federal (PF) enviado ao STF revela que Ciro Nogueira teria recebido "vantagens indevidas" de Daniel Vorcaro, que foi proprietário do antigo Banco Master. O documento indica que o senador teria sugerido uma emenda para elevar o limite do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, supostamente com a colaboração de membros da instituição financeira.
Raimundo, irmão de Ciro Nogueira, foi identificado como o responsável formal e operacional de empresas que pertencem à família do senador. Nesta etapa da operação, a PF está cumprindo dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária em diversas localidades, incluindo os Estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e o Distrito Federal.



