O Deputado Luiz Claudio Romanelli (PSD) destacou, na última semana, a relevância da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) para o desenvolvimento das 44 cidades do Norte Pioneiro. Durante a celebração dos 60 anos do campus de Cornélio Procópio, que anteriormente era conhecido como Faficop, ele ressaltou a contribuição da instituição no ensino superior, pesquisa e extensão, enfatizando como a UENP tem ajudado na formação de profissionais e no progresso das cidades da região.
Romanelli, que possui uma ligação histórica com a UENP, mencionou sua honra de ser o único reconhecido como doutor honoris causa fora do quadro de docentes da universidade. Ele expressou seu compromisso em continuar defendendo a expansão da instituição, que, em 2026, completará 20 anos desde sua implantação, com campi localizados em Cornélio Procópio, Jacarezinho e Bandeirantes. "Trabalhamos para ter uma universidade forte em todas as áreas", afirmou Romanelli, que também abordou os avanços nos laboratórios, salas de aula, bibliotecas e novos cursos oferecidos.
Atualmente, a UENP conta com mais de quatro mil estudantes matriculados e 27 graduações. A introdução do curso de Medicina no campus de Cornélio Procópio é um passo importante para a consolidação desse projeto, segundo o deputado. Ele lembrou que a UENP é a mais recente das sete universidades estaduais criadas no Paraná, que inclui a UEL, UEM e UEPG, fundadas em 1970, além da Unioeste (1987), Unicentro (1990) e Unespar (2001).
Romanelli destacou que as universidades estaduais do Paraná possuem atualmente 82 mil estudantes, distribuídos em 438 cursos, com 19 mil vagas anuais. Neste ano, 17 mil novos alunos iniciaram suas jornadas acadêmicas. O deputado também apontou que o orçamento para o ensino superior estadual atinge um recorde em 2026, com R$ 3,8 bilhões destinados a custeio e investimentos, o que inclui a modernização de laboratórios e estímulo à pesquisa e inovação.
A presença da UENP é especialmente significativa na área da saúde, onde a formação de novos profissionais está alinhada às necessidades locais. Romanelli observou que a descentralização dos cursos de Medicina, que antes se concentravam em grandes centros urbanos, agora permite que jovens da região possam estudar e se formar mais perto de suas comunidades, promovendo melhorias na saúde local e impulsionando a economia da região.
"O que mais importa é a transformação que essa conquista traz para a vida real", afirmou Romanelli. A possibilidade de jovens se tornarem médicos sem precisar sair de sua região representa um avanço importante, criando um ciclo positivo para as cidades que crescem junto com a universidade e beneficiando as famílias que poderão contar com profissionais capacitados que conhecem a realidade local.



